domingo, 11 de julho de 2010

T.P.M (NO STRESS!)

Domingão, solzão, calorzão e eu aqui, nessa SOLIDÃO! (Parece até frase de canção sertaneja)
É, mais um fim de semana passando e tudo parece que não
sai do lugar. As coisas não acontecem, não conheci ninguém pois, me mantive
trancafiada dentro de casa assistindo a filmes de comédia romântica (pra rir e chorar ao mesmo tempo), regados a minha pipoca,
refrigerante e, é claro, sorvete.
É, eu to sim, me sentindo um lixo! Gorda, enorme, horrorosa! Não queria decepcioná-los, mas toda mulher passa por isso um certo período do mês. Nada levanta o
nosso astral, tudo parece que fica sem brilho, não nos chama atenção, só queremo ficar ali, comendo, engordando e dizendo "ninguém me ama, ninguém me quer".

Os sintomas variam de mulher para mulher, umas ficam extremamente estéricas e estressadas, outras extremamente melancólicas e sentimentais (meu caso).
Mas não se preocupem (homens!) isso passa dentro de no máximo 4 dias! Então, estava eu remoendo o passado, desanimada até pra sair da cama quando resolvi
sentar-me na frente de meu computador, e relatar para a humanidade o que eu estava passando, e dizer à vcs, homens, que "ora, mas não se irritem" ,
não é nossa culpa, tem que levar em consideração que estamos sendo bombardiadas por uma pancada de hormonios...

Eu observava meu pai outro dia, (o cara é o cara!) e ele já aprendeu a lhe dar com a situação, é incrível a paciência que ele tem. Eu que sou filha
tava louca pra esganá-la, e ele não, todo paciente, se calava quando ela falava e sempre, sempre concordava com ela! (Meu Deus, eu quero um homem assim!)

Nesse período tudo o que vocês fazem parece suspeito. Se recebemos flores, é pq estão com medo de descobrirmos o "casinho" de vcs, se dizem que estamos lindas, é
pq estão nos achando gordas e horríveis e querem nos fazer sentir melhor, se não seguem o caminho ou o atalho que sugerimos, (ai ai ai) o negócio fica feio, aí estão nos
chamando de tapadas e isso e aquilo e, não vou nem falar do orkut pq esse merece um outro texto.

Infelizmente, meus amigos, contra isso não há solução, o jeito e parar, ficar observando e sim, divirtam-se, riam mesmo da situação, mas por dentro tá (pelo amor de Deus), nunca nos deixem perceber que estão achando ridículo nossas cenas, ou achando muito engraçado nossas nóias e loucuras, mantenham-se calados, não, melhor, falem o mínimo possível, de
preferencia as palavras, entendo, compreendo, essas ai fazem milagres....

Nesse período vocês mostram o herói corajoso que permanece escondido e inutil durante 21 dias do mês, afinal, como é que vocês conseguem nos tolerar! É, tenho que confessar aqui,
pra todo mundo ver, só sendo um herói para nos aguentar, vocês são mesmo demais (quase morri pra escrever isso)! Ao contrário de vocês nesse período, nos tornamos verdadeiras vilãs, mal criadas, birrentas, chatas, ignorantes, e...(não posso assumir tudo assim também, né?!) É sim, nos tornamos seres realmente intoleráveis, mas mesmo assim, vcs permanecem do nosso lado! Vcs são mesmo herois disfarçados de homens grossos, insensíveis e imaturos (me vinguei!), mas que no fim das contas, são nosso refrigério, porto seguro e blá blá blá...

Não pensem que ao escrever esse texto eu aliviei as tensões, não, nada disso, só desabafei e percebi o que TODA MULHER SABE, mas por motivos bestas e injustificáveis não assumem...


Agora é só voltar para frente de minha amiga "TV" (ela me entende!) e esperar esse momento passar, SOZINHA, afinal, ainda estou aguardando meu herói tolerante e silencioso me achar....

Fuuuuuuuuuiiiii





quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dê uma chance a vida!



Conversava sobre a vida com um amigo quando chegamos a essa pergunta, e se morrêssemos amanhã, o que faríamos? Como sou educada e bem criada, cedi a oportunidade a ele de responder primeiro.
Todo reflexivo, ele olhou para o teto, respirou fundo e começou um discurso enorme; eu acordaria bem cedo, beijaria minha mulher e faria amor loucamente com ela (homens só pensam nisso), sairia com os amigos, beberia todas (só pra variar), depois iria direto para o meu trabalho pedir demissão e mandar meu patrão ir à merda; feito isso, iria pra casa da minha mãe e conversaria horas a fio com ela, sobre tudo e todas as coisas, diria a ela e meu pai que os amo, e amo muito, sairia pra passear com meu filho (ele nunca faz isso), e quando voltasse com ele pra casa, o faria dormir e o olharia até que ele pegasse no sono (que fofo!), depois faria amor de novo com minha mulher (homens!) pois quero morrer amando.
E quando ele terminou eu perguntei: − E você não faria nada para tentar viver? Ele me arregalou aquele belo par de olhos verdes e disse: − Nossa, sinceramente, nem pensei nisso. Depois da resposta (ridícula) de meu amigo, comecei a indagar comigo mesma como é engraçado observar que sempre que fazemos essa pergunta para alguém, ela sempre vem com uma resposta igual ou com a mesma intenção do meu caro amigo ai em cima.
Nunca pensamos em lutar pela vida, mas pensamos em fazer tudo àquilo que tivemos toda uma vida para fazer em um dia só, pensamos em valorizar coisas tão simples e tão efêmeras no ultimo instante, só vemos a possibilidade de nos apaixonarmos, nos entregarmos e nos permitirmos amar quando já não há mais tempo....
Ser humano é mesmo estranho, sabe o que fazer para ser feliz e finge que não. Depois de pensar em tudo isso ai que eu escrevi, virei pra ele e disse: − Dê uma chance pra vida! Ele ficou com cara de que não entendeu absolutamente nada e disse: − Tá bom, Tchau!
O que eu pude observar nessa simples conversinha de fila de banco foi que, nós sabemos o que nos faz feliz e simplesmente não praticamos, temos tudo na ponta da língua quando somos questionados a respeito, faria isso, faria aquilo e muito mais, então porque não fazer tudo o que queremos e que nos faz bem enquanto ainda há tempo, enquanto ainda existe ar em nossos pulmões e sangue em nossas veias? (Só não xinguem seus patrões, pelo amor de Deus!)
A vida ta ai pra ser vivida minha gente! Não seja coadjuvante no filme de sua própria história. Participe de todas as cenas, contracene com todos os personagens, enfim, só viva e seja muito, mas muito feliz!!!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Romance a La Modernidad




A festa tava animada, todo mundo batendo papo, rindo alto e a mulherada, claro, colocando a fofoca em dia. (Os mano chegaram!) gritou o aniversariante todo empolgado, afinal, seus melhores amigos vieram prestigiar-lhe naquele dia. Eles entraram, cumprimentaram a galera, e logo estavam no meio de toda aquela bagunça e barulheira que nós chamamos de festa.
Eu estava me sentindo um daqueles peixes fora d’água, sabe, não conhecia quase ninguém, um pessoal diferente pra mim, foi quando, senti algo perfurando minhas costelas, dividindo-as brutamente o que provocou em mim, logo de imediato, um desconforto horroroso. Era minha querida prima e sua mania infeliz de cutucar. Chamou-me para um canto e disse: − Acho que o fulano ta de olho em você! Minha reação foi “tranqüila e sossegada”, (mentira) retornei ao meu lugar de origem, sentei-me e continuei em minha saga por um pouco de espaço e atenção.
Lá vem ele. − Ai meu Deus, é agora! Pensei comigo mesma, ajeitando o cabelo e dando uma levantada na postura. Fiquei ali, esperando alguma “deixa” dele e, nada...
Ele seguiu conversando normalmente, como se eu nem ali estivesse. Mas a noite ainda estava no começo. E a festa foi rolando, os casais foram se formando e eu ali, no meio de todo aquele amor e, nada....
O casal do meu lado se levantou e saiu, ele, dando uma de desentendido, levantou-se e sentou-se ao meu lado, não muito perto pra não se dizer interessado (imaginei). Meu pescoço parecia que nunca mais ia se mover (paralisei), a respiração era cada vez mais escassa e sussurrante, afinal, queria escutar tudo que ele dizia.
Ei, psiu! Disse ele. Eu, como toda mulher, fingi que não ouvi só pra ter o gostinho de ouvir ele me chamar de novo. Dito e feito! Ele me chamou e eu toda prosa fui me sentar ao lado dele. (ainda assim, sem deixar transparecer que eu queria alguma coisa) Ele puxou logo assunto e a coisa começou a fluir e como era de se esperar, logo ele elogiou o meu perfume e disse aquela, aquela frase manjada, mas que toda mulher no fundo ama ouvir, − Nossa que olhar marcante, foi a primeira coisa que observei em você! A gente sabe que é pura mentira, os olhos nunca foram e nunca serão a preferência nacional, mas mesmo assim, meus olhinhos pretos brilharam e se encheram de esperança quanto ao fim daquela noite.
Meus ombros tensos me impediam de gesticular muito, foi quando decidi me levantar e ir até a churrasqueira comer um pedacinho de carne assada e dar aquela respirada bem fundo, afim de aliviar a tensão. Voltei, e me sentei. Ele meio acanhado e tremulo agarrou a minha mão e a apertou forte, − Suas mãos estão frias! É?! E não saiu mais nada depois daquele “é”. Os lábios dele nos meus, os meus no dele, e tudo parou. Que delícia de momento, que beijo mais que bom! (pensei só)E...não teve nada depois deste “E” também. Nos beijamos, nos abraçamos , matamos a carência que estava nos matando, e fomos embora pra casa, os dois, com a sensação (fria e calculada) de “dever cumprido” e nenhuma intenção de prolongar o momento.


Glenda Barros

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A briga


O cenário mais uma vez era o nosso quarto. Apenas a cama nos separava naquele momento de fúria, os olhos dela estavam arregalados e vermelhos, como se queimassem em puro ódio e rancor, juro que pensei, ela nunca mais vai me perdoar.
É incrível à proporção que uma conversinha besta pode tomar, começamos num volume moderado e logo estávamos berrando, gritando e proferindo palavras que até o próprio AURELIO duvidava.
Mágoas passadas foram ressuscitadas, frases mal ditas foram lembradas, tudo vem à tona de novo quando estamos em pé de guerra, e é bem nessa hora, entre gritos e palavrões que ela surge como um anjo divinal e apaziguador. − Lá vem a mãe se meter onde não é chamada! Dissemos isso quase a expulsando do nosso quarto. E mesmo assim ela permaneceu firme, com seus dedos levemente posicionados no canto direito da boca e seu olhar fito e observador. Olhava e olhava como se buscasse palavras certeiras que atingissem o alvo dela sem que fosse preciso falar muito. Ela com toda sua paciência e experiência esperou o momento em que uma trégua se desse, para proferir a seguinte expressão: − Como são bobas, vocês só entenderão o significado de uma para outra quando, uma de vocês não estiver mais entre nós. O silêncio que parecia ser só uma trégua se tornou absoluto. Olhamos uma para outra atônitas e reflexivas. Nos encaramos por alguns minutos, e um sorrisinho tímido surgiu no meio de toda aquela cara feia de minha irmã, eu, louca pra tudo aquilo terminar, tratei de dar logo uma gargalhada bem escandalosa pra quebrar o gelo.
Naquele momento de raiva, eu e ela esquecemos até que éramos irmãs, mas bastou aquela frase soar no ar, para que caíssemos em nós mesmas. No fim das contas, terminou tudo em abraços e declarações de amor e amizade eternos. Apertamos as mãos, prometemos isso e aquilo e, como sempre, tudo não passou de uma discussãozinha que fortaleceu ainda mais o nosso amor.
Eu sei que você deve estar ai se perguntando: (Qual o propósito de escrever sobre algo tão corriqueiro assim?)
Bom, é simples! Não deixe que pequenos desentendimentos se tornem algo permanente e incurável, resolva tudo na hora. Nunca, jamais mesmo, durma com seu coração irado com quem você ama, afinal de contas, ninguém dura para sempre e, o dia de amanhã nunca se sabe. Não queira descobrir o valor de uma pessoa em sua vida depois de perdê-la de vez. E é isso!!! :)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ser feliz


Será que nós sabemos o que é “SER FELIZ”?
Me levantei hoje e logo me veio essa questão na mente. Fiquei horas a fio pensando e cheguei à seguinte conclusão, acho que não sei ser feliz, mas sei reclamar, maldizer, murmurar e coisas do tipo.
Como somos ingratos diante das coisas da vida, não!? Milhares de pessoas reclamando da vida o tempo todo, como será que estão os ouvidos de Deus? Fico imaginando e tentando me colocar no lugar do próprio. Ah se fossemos Deus por um dia, o que faríamos? Eu mandaria raio na cabeça de todo aquele que fosse ingrato, que pecasse, que xingasse, que murmurasse, ou seja, não sobraria ninguém...
A felicidade é algo tão simples e prático, nós é que complicamos tudo! Eu estou bem, com saúde, tenho um trabalho, me sustento e mesmo assim ainda passo dias inteiros com a cara fechada, me dizendo infeliz porque o meu carro está na oficina e eu tenho que ir trabalhar de ônibus...
Passamos dias inteiros pra baixo porque fulano, siclano ou beltrano, não nos ligaram para nos parabenizar pelo nosso aniversário...
É tanta BESTICE! Como diria minha querida avózinha....
Nos dizemos infelizes por tão pouco, e esquecemos que a vida nos dá oportunidades de sermos felizes o todo tempo, seja no abraço do amigo, na palavra de paz de um irmão; seja numa conversa simples com seus parentes ao redor de uma mesa, seja num sorriso mais que sincero de uma criança, enfim...
Não precisamos de muito pra ser feliz! E nem é algo assim tão difícil e impossível!
É, realmente a gente é feliz e não sabe, estamos preocupados em achar motivos e razões para justificar a felicidade quando o que importa é só viver a vida e deixar que ela nos prove isso, afinal, felicidade não tem definição ela só precisa da nossa permissão pra acontecer...

domingo, 4 de outubro de 2009

Happy


Porque tanta busca pela felicidade...ela está bem ao alcance de nós...
A felicidade não está além do horizonte, ela é o horizonte, o que nos dá um norte...
Não a busque no fim do arco Iris, ela é o próprio arco Iris, cheia de cores, tons...


Deixe de procurá-la em detalhes, aliás, não procure mais, definitivamente, NÃO PROCURE...


Pecamos em procurar, pois na procura sempre idealizamos o que queremos, portanto, o risco de passarmos por ela e não a percebermos é imenso...
A felicidade se dá ao perceber-se vivo...


A vida é um dom, não se diga incapaz, não se limite, não abra mão de sensações...
Apenas viva...viva a vida diária!
Rotina?! É só uma palavra besta que inventamos para desmerecer os fatos, histórias, momentos que vivemos diáriamente...
tudo isso é vida, tudo isso é lindo, divino e simples!

sábado, 26 de setembro de 2009

O encontro!






Um relato Póstumo!






Ela chegou e sentou-se devagar ao meu lado dizendo: Eu vim te buscar!Atônita e com o ar meio irônico eu disse: Ah é? Mas quem é você?Ela me respondeu fria e precisamente: Sou a saudosa morte!Eu arregalei meus olhos e disse: Mas assim, de surpresa?Ela enraivada e furiosa berrou e começou a desabafar...Surpresa!? Como assim!? Eu te avisei assim que você nasceu! Enquanto estavam todos ali babando e tentando achar em você alguma semelhança com seu pai, sua avó, a Angelina Jolie, a Juliana Paes, a princesa Diana e sei lá mais quem (pra falar a verdade eu só via uma coisinha com perninhas e braçinhos pequenos e com cara de joelho) eu cheguei com minha voz meiga e doce, (com todo cuidado pra não te assustar, é claro!) e sussurrei ao seu ouvido: Curta bem a sua vida, pois um dia eu vou te buscar...




Mas como sempre vocês ouvem, memorizam, mas nunca, nunca acreditam!Sempre ouço por ai, “eu acredito na vida!”. E em mim, quem é que acredita? A vida vive pregando peças em vocês e mesmo assim é só nela que vocês acreditam. Diga-me, alguma vez a vida já te avisou que os preços iriam aumentar tanto? Alguma vez a vida lhe avisou que as calotas polares iriam derreter e colocar em risco toda a humanidade? Alguma vez ela já disse a você que uma crise mundial iria estourar e deixar o mundo inteiro desnorteado, ou já disse que os porcos, as galinhas ou os espanhóis ficariam gripados e transmitiriam para todo o resto do mundo?(Enquanto ela ia perguntando eu somente movimentava minha cabeça pra lá e pra cá, respondendo a tudo negativamente), pois é, ta vendo ai? Ela é quem faz tudo de surpresa.




O fato é que eu trago uma verdade que dói, e que é difícil de aceitar. Quando eu chego ninguém me recebe sorrindo e com os braços abertos, ninguém está pronto, sempre é cedo demais pra partir, mas eu sou um “mal necessário”!Já pensou se só fossem nascendo pessoas e elas nunca morressem? Vocês estariam amontoados um por cima do outro, brigando por espaço, comida e por qualquer coisa que garantisse a sobrevivência sem tanto sofrimento. Ia ser o “caos”! Ela continuou gritando aos ventos e eu ainda tentei ficar do lado dela na tentativa de aliviar um pouco a minha situação, (afinal, não estava nenhum pouco a fim de deixar a vida naquele momento) mas enquanto eu argumentava, ela me segurou forte pelos braços me olhou profundamente e disse: Eu avisei, e quem avisa amigo é! A morte enfim cumpre o seu papel, e o inevitável acontece.